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Doutrinas Celestes

Vida e Obra de
Emanuel Swedenborg
(1688-1772)

Vida Profissional

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Assessor Extraordinário 

  • No final de 1716 o Rei Carlos XII nomeou o jovem Swedenborg "Assessor Extraordinário" (isto é, um "assessor extra", acima do número regulamentar) do Conselho de Mineração, o departamento público responsável pela supervisão de toda a indústria de mineração da Suécia. Sua capacitação para o cargo foi atestada por Polhem, em carta escrita a Benzelius, datada de 10 de dezembro de 1715. Na carta, o célebre inventor diz: "Acho que o jovem Swedenborg é um matemático consumado e tem muita aptidão para as ciências mecânicas; se continuar assim, ele certamente será, oportunamente, de grande valia para os serviços de seu rei e de seu país nesses campos de especialização mais do que em qualquer outro". Em outra carta, Polhem fala sobre outras virtudes de Swedenborg, destacando seu "espírito de iniciativa".

Rei Carlos XII

  • Parece que o rei ofereceu ao jovem Swedenborg três cargos, antes de nomeá-lo para o Conselho de Mineração. Embora Swedenborg não recebesse salário até ser efetivado como Assessor, achou o trabalho compatível com seus objetivos e, dois anos mais tarde, rejeitou convite para assumir a cadeira de astronomia na Universidade de Uppsala, citando os seguintes motivos: "1) Já tenho um cargo honrado; 2) neste cargo posso ser útil ao meu país; com efeito, de forma mais direta do que em qualquer outro cargo; 3) portanto, estou declinando de uma cátedra que não só não é do meu gosto, como meu intento é dedicar-me à mecânica e à química; e nosso Conselho é notório pela deficiência de seus membros nessas disciplinas (confidencia em carta ao cunhado); portanto, vou tentar suprir essa deficiência e espero que meus esforços nesse sentido sejam bem sucedidos".

  • Havia outras razões para a recusa de Swedenborg. Em carta posterior, escreve: "Espero ser útil no cargo que me foi confiado, como espero também obter as vantagens inerentes; meu cargo atual está apenas a um degrau de um posto superior, enquanto em Uppsala não teria qualquer perspectiva de promoção; ademais, acho que o rei não gostaria de me ver deixar meu cargo atual. Com respeito ao Conselho, vou tentar diligentemente especializar-me em mecânica, física, e química, e familiarizar-me com todos os fatos pertinentes a essas ciências, a fim de calar a boca daqueles que dizem que entrei para o Conselho pela janela".

  • Durante seus primeiros tempos no Conselho de Mineração foi designado para trabalhar em projetos especiais com seu patrono e amigo, Polhem. O mais importante desses projetos foi relacionado com o cerco de Frederikstad, em 1718, quando duas galeras, cinco barcos de grande calado e uma corveta tiveram de ser transportadas por terra, de Strömstad a Iddefjord, num percurso de 14 milhas inglesas, sob a supervisão de Swedenborg. Outros projetos de vulto foram a construção das docas de Karlskrona e o projeto do canal ligando o Mar do Norte ao Mar Báltico, que não chegou a ser executado, em virtude da morte do rei.

 

Assessor titular

  • A 15 de julho de 1724, Swedenborg, então com 36 anos de idade, foi nomeado assessor titular do Conselho de Mineração, com um salário anual de 800 dalares de prata. Somente em 1730 começou a receber o salário integral de 1.200 dalares de prata. Os arquivos do Conselho mostram que ele era muito cioso de suas obrigações e seu trabalho era muito elogiado pelos colegas. Mas suas atividades iam muito além das funções de seu cargo. Estava constantemente recolhendo informações para futuras publicações e, no começo de 1733, tinha, prontos para impressão, vários trabalhos científicos e filosóficos. Pediu licença de nove meses para tratar pessoalmente da publicação desses trabalhos em Dresden e Leipzig. A licença foi concedida por decreto real.

  • Os trabalhos em questão eram: Opera Philosophica et Mineralia, em três volumes, com gravuras em cobre, e Prodromus Philosophiae Ratiocinantis de Infinito etc., sobre os quais falaremos em um dos capítulos seguintes. Os custos da edição da primeira obra, certamente bastante vultosos, foram cobertos pelo antigo patrono de Swedenborg, o Duque de Brunswick-Lüneburg. A obra foi muito bem recebida e excertos da segunda parte, versando sobre manufatura de aço e ferro, foram publicados em separado e até traduzidos para o francês ainda durante a vida de seu autor.

  • A publicação desses trabalhos deu a Swedenborg grande reputação na Europa, ensejando-lhe constante correspondência com os mais eminentes cientistas e filósofos da época. Em 1734, a Academia de Ciências de São Petersburgo o convidou para membro correspondente e foi um dos primeiros membros eleitos para a Academia Real de Ciências de seu país.

 

Brasão da Família Swedenborg

 

Político

  • Filhos de eminente e venerado bispo, ele e seus irmãos foram feitos nobres pela rainha Ulrica Eleonora, em 1719. Sua entrada para a Casa dos Nobres coincide, portanto, com a implantação dos postulados liberais na Suécia. Durante sua infância e juventude, Swedenborg havia testemunhado os desmandos da monarquia absolutista em seu país e tinha sentido, de perto, a miséria e os infortúnios causados por uma guerra de dezoito anos que mergulhou o país numa sucessão de batalhas que dizimaram milhares de seus compatriotas e exauriram as finanças do país.

  • "Portanto, era natural que Swedenborg fosse fervoroso defensor de uma Constituição que impusesse um limite aos poderes da monarquia absolutista. A promulgação dessa Constituição evitou a dissolução do país e fez que, pouco a pouco, a insatisfação reinante se transformasse em satisfação e esperança para a maioria do povo sueco" (Nya Kyrlian och dess inflytande pa theologiens Studium i Sverige, parte ii, pág. 48).

  • Outro eminente escritor sueco, contemporâneo de Swedenborg, escreveu: "Ele estava sempre conversando sobre assuntos científicos e políticos e, mesmo depois que se retirou do parlamento, acompanhava com interesse os trabalhos da Dieta. Suas opiniões e arrazoados eram sempre muito incisivos, concisos e lúcidos". Swedenborg tinha particular interesse pelas questões financeiras e apresentou muitos projetos sobre moeda, câmbio e outros assuntos de política econômico-financeira, no período de 1723 a 1761. O Conde von Höpken salienta que "Swedenborg foi autor de importantes projetos de política  econômico-financeira na legislatura de 1761".

  • O memorando mais antigo, datado de 5 de fevereiro de 1723, trata das finanças do país. Nesse documento, Swedenborg deplora a decadência do comércio sueco e o déficit da balança comercial que, segundo ele, estavam empobrecendo a Suécia. Swedenborg atribuía essa decadência às perdas territoriais decorrentes da guerra, às vultuosas despesas de guerra e a dilapidação da frota sueca "durante os anos de guerra". Dentre as propostas formuladas por ele, estava o desenvolvimento dos recursos naturais do país, especialmente no setor da indústria do cobre e do ferro, e o incremento da indústria manufatureira nacional, a fim de reduzir, substancialmente, a importação de produtos essenciais. Outros projetos tinham por objetivo estimular a produção no setor metalúrgico, embora essa sua posição não tivesse muita ressonância entre os seus pares do Conselho de Mineração. De fato, os registros mostram que a maioria desses projetos terminou engavetada.

  • Em 1734, o parlamento sueco vivia momentos de grande comoção, com a cisão no "partido do chapéu", por causa da controvérsia que envolvia possível aliança franco-sueca contra a Rússia, aliança essa que, segundo seus defensores, poderia resultar na reconquista das províncias bálticas. Swedenborg se opôs veementemente a esse plano, mediante um memorando em que resumiu, magistralmente, os prós e contras da aliança e da participação da Suécia na guerra franco-russa. Salientou que as precárias condições sócio-econômicas do país e o reduzido número de conscritos nas forças armadas inviabilizavam a participação da Suécia numa guerra. E finalizou dizendo que seria mais importante para a Suécia o incremento de seus recursos naturais do que uma eventual reconquista de território no mar Báltico. Todavia, Swedenborg afirmava que essa hegemonia russa jamais se perpetuaria.

  • Swedenborg não se opunha a uma guerra de defesa, mas à "arregimentação de recursos e vidas humanas para uma conflagração que visava apenas a demonstrar bravura ou heroísmo diante de um suposto inimigo", o que não lhe parecia lógico. Principalmente no caso da Suécia, que não tinha o que temer das nações vizinhas. Portanto, Swedenborg achava que a Suécia deveria permanecer neutra, posição que, para sua satisfação, viu aprovada pela Dieta.

  • Dentre as soluções que propôs para remediar essa situação, Swedenborg apresentou projeto determinando que a venda de bebidas alcoólicas fosse feita "em estabelecimentos semelhantes às padarias, dispondo de uma janela por onde, quem quisesse, poderia comprar bebida sem permissão de entrar no local ou de permanecer no balcão". Em outra proposição, aprovada pela Dieta, Swedenborg propunha a limitação da destilação de uísque e do aumento de preço para se obter licença para funcionamento de destilarias, através de um programa de leilões públicos que geraria recursos para programas agrícolas e de assistência social. Diante da impossibilidade de proibir o consumo de bebidas alcoólicas, Swedenborg achava, pragmaticamente, que a imposição de pesados impostos sobre esses produtos carrearia para os cofres públicos receita considerável.

  • Swedenborg apontava a facilidade de se fazer hipotecas e cauções imobiliárias, com o conseqüente endividamento de todas as classes sociais junto aos bancos, como outra causa do empobrecimento do país. Para aliviar essa situação, Swedenborg propôs que os empréstimos com garantia de hipoteca imobiliária ficassem sujeitos a um rígido controle fiscal e os pagamentos dos débitos fossem feitos em espécie.

Salão do Parlamento.
Entre os brasões na parede
encontra-se o da família Swedenborg. 

 

Sala do Presidente.

 

  • Cinco anos mais tarde, Swedenborg voltou a abordar esse mesmo tópico, num memorando onde demonstrava sólidos conhecimentos dos princípios de administração financeira. Nesse memorando, afirmava que a sobrevalorização da moeda sueca em relação ao marco (em vinte anos saltara de trinta e seis para sessenta e seis marcos) estava arruinando o país, e sugeriu várias medidas. Swedenborg mostrou que a principal causa dessa anomalia cambial fora a substituição da moeda metálica pela "moeda de papel" (notas emitidas pelos bancos por conta das hipotecas imobiliárias acima mencionadas), cujo montante superava em muito os depósitos bancários em dinheiro. E afirmou que essa alta taxa cambial estava fazendo que o valor intrínseco da cunhagem em cobre fosse superior ao valor nominativo da moeda. Portanto, com o câmbio acima de sessenta marcos, o valor do metal ficava acima do valor em papel, fazendo com que a moeda fosse derretida ou levada para o estrangeiro.

  • Swedenborg defendia, ardorosamente, a implementação de um câmbio honesto como a solução para o problema, e dizia que "só a moeda de metal poderia normalizar a situação cambial". Anuía, ainda, que "a moeda era tão vital para o país quanto o sangue para o corpo humano, do que depende sua vida, sua saúde, sua força e sua defesa". E propôs a suspensão de todos os empréstimos sob caução ou hipoteca imobiliárias, bem como de todos os empréstimos bancários ao setor privado, com exceção daqueles de interesse do Estado e garantidos por ouro ou prata, como era costume. A medida proposta por Swedenborg estabelecia, também, que as hipotecas imobiliárias fossem, gradualmente, resgatadas, através da quitação anual de uma parte do saldo devedor, acrescida dos juros correspondentes, determinando a suspensão das operações com "certificados de hipotecas imobiliárias"; e obrigava os bancos a aumentarem seus ativos em moeda com lastro de metal; ao mesmo tempo, sugeria a suspensão imediata de todas as exportações do cobre, em moeda ou "cru"; a redução nos quadros de pessoal da rede bancária e, finalmente, o monopólio estatal da destilação de uísque.

  • Esse memorando de Swedenborg demonstra sua perfeita percepção do problema e se torna ainda mais notável quando sabemos que foi elaborado num período em que seu autor estava plenamente engajado em seus estudos espirituais (1747/1760) e durante o qual suas experiências sobrenaturais se tornavam mais freqüentes e ainda não inteiramente públicas. Portanto, se fosse interesse de Swedenborg, teria permanecido atuando na política e desfrutando de excelente reputação nesse mister.

  • Swedenborg reforçou as posições defendidas no memorando supracitado com a apresentação de uma moção ao parlamento em favor da restauração de uma moeda com lastro de metal, outros pronunciamentos sobre política cambial e um memorando ao rei, abordando questões relacionadas com a exportação do cobre. No primeiro desses documentos, Swedenborg urgiu a Dieta a tomar severas medidas, no sentido de assegurar a devolução dos "certificados de hipotecas imobiliárias" aos bancos e sua imediata substituição por moeda de valor intrínseco; do contrário, afirmava Swedenborg, os preços de todos os gêneros continuarão a subir, descontroladamente, levando o país à bancarrota e à falência da "moeda papel". E essa virtual falência do sistema monetário estava evidente se considerássemos que dois dalers-papel equivaliam a três dalers-metal no mercado externo e a dois dalers-metal no meio circulante interno. E concluiu seu arrazoado com essas sábias palavras: "O lastro cambial está na moeda-metal e nela também está o valor intrínseco de todas as mercadorias. Nenhum país pode subsistir com sua moeda lastreada por papel".

  • Swedenborg foi convidado a assumir um lugar na Comissão de Política Cambial, e seria um membro valioso, mas declinou do convite, porque não concordava com seus estatutos. Suas sugestões, todavia, foram muito bem acolhidas pelos membros dessa comissão. Com efeito, em janeiro de 1762, a comissão determinou que os bens móveis não mais poderiam ser caucionados como garantia de empréstimos. E, na legislatura seguinte, o parlamento promulgou uma lei determinando que os bancos mantivessem seus depósitos em papel moeda ao par com suas reservas de ouro.

  • O último documento político de Swedenborg que chegou às nossas mãos foi um discurso que proferiu na Dieta, entre maio e julho de 1761, em defesa da reintegração de três senadores que tinham tido seus mandatos cassados, em virtude de sua participação na guerra contra Frederico, o Grande. O discurso, intitulado "Manifesto sobre a integridade do país e a preservação da liberdade", alerta a opinião pública contra a ameaça da implantação de uma nova forma de monarquia absolutista na Suécia, proposta por um dos partidos e veementemente combatida pelos três senadores. Ao contrário de seu pai, Swedenborg não acreditava na autoridade Divina dos monarcas. "Ninguém", afirmava ele, "tem o direito de se arrogar poderes para gerir a vida e os bens dos indivíduos. Pois somente Deus tem esse poder e os homens não passam de meros mordomos Seus neste mundo". Teve novamente a satisfação de ver seus apelos atendidos, visto que dois dos três senadores foram reconduzidos às suas posições.

  • Esse episódio encerra o registro da intensa carreira política de Swedenborg. Todos os documentos a que nos referimos, independentemente de sua relevância, revelam discernimento, bom senso e um fervoroso desejo de servir à pátria. Vale notar, ainda, que esses documentos constituem prova irrefutável da perfeita sanidade mental de Swedenborg, numa época em que muitos insinuavam estar ele sujeito a alucinações.

Aposentadoria

  • Swedenborg permaneceu no cargo de Assessor do Conselho Real de Mineração até meados de 1747, quando se aposentou com uma pensão equivalente à metade de seu salário. A documentação referente à sua aposentadoria, que está preservada, é de grande importância para atestar sua sanidade e capacidade mental à época em que ocorriam as extraordinárias experiências que acabamos de relatar.

  • Na época de Swedenborg, o Conselho de Mineração consistia de um presidente, que pertencia à alta nobreza, dois conselheiros e uns seis assessores.

  • Na primavera de 1747, portanto mais de dois anos depois de sua intromissão integral no mundo do além, um dos conselheiros se aposentou e Swedenborg foi unanimemente indicado por seus pares para substituí-lo. Ao invés de aceitar a designação, Swedenborg dirigiu memorial ao Rei, datado de 2 de junho de 1747, nos seguintes termos:

"Mui poderoso e gracioso Rei,

"O Conselho de Mineração de Vossa Majestade submeteu à sua alta consideração minha nomeação para o cargo vacante de Conselheiro de Mineração. Como me considero obrigado a levar a cabo o trabalho a que atualmente estou dedicado, venho humildemente solicitar que Vossa Majestade nomeie outra pessoa para aquele cargo e, generosamente, me dispense das minhas funções.

"É meu desejo que Vossa Majestade me dispense dessas funções sem me promover a nenhum cargo hierarquicamente superior (...) Finalmente, venho pedir a Vossa Majestade que me conceda metade de meus salários a título de proventos de aposentadoria e me dê autorização para viajar ao exterior, onde darei continuidade ao trabalho de que ora me ocupo. Renovo à Vossa Majestade, mui generoso Soberano, meus protestos de lealdade e humildade (Ass.) Emanuel Swedenborg".

  • O decreto real dispensando Swedenborg do cargo que exerceu com grande distinção, e concedendo-lhe pensão equivalente à metade de seu salário, foi publicado a 12 de junho e encaminhado ao Conselho de Mineração no dia 15. Todos os membros do Conselho manifestaram seu pesar pela perda de tão eminente colega e solicitaram que o Sr. Swedenborg permanecesse no cargo até que todos os casos em tramitação durante sua gestão no Conselho fossem decididos. Swedenborg prontamente acedeu a esse pedido" (Ata do Conselho, em 15 de junho de 1747). A última participação de Swedenborg no Conselho de Mineração se deu a 17 de junho de 1747. Na ata da sessão consta a seguinte menção:

O Assessor Swedenborg, que tenciona viajar para o exterior o mais breve possível, obteve aposentadoria de seu cargo neste Conselho. Neste ensejo, deseja expressar a seus colegas do Conselho seus mais penhorados agradecimentos por seu generoso apoio e consideração durante o período em que esteve no exercício do cargo. O Conselho Real agradeceu ao ilustre Assessor pela eficiência e fidelidade com que se desincumbiu de suas funções de Assessor deste Conselho e lhe desejou uma viagem profícua e um feliz retorno. O Sr. Swedenborg retirou-se em seguida.

  • A associação de Swedenborg com o Conselho de Mineração termina justamente nessa data.

 

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