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Doutrinas Celestes

Vida e Obra de
Emanuel Swedenborg
(1688-1772)

Influências

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  Gravura de Emerson

Ralph Waldo Emerson

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  • Em sua obra Homens Representativos, o filósofo americano Ralph Waldo Emerson (1803-1882)  traça o caráter e a contribuição à humanidade dos seguintes vultos: Platão, Swedenborg, Montaigne, Shakespeare, Napoleão e Goethe. A opinião de Emerson sobre a obra de Swedenborg é bastante conhecida. Embora Emerson não tivesse poupado críticas a algumas teorias de Swedenborg, também foi pródigo em elogios, e descreveu Swedenborg como "um mastodonte e uma das principais vertentes da literatura.... que não poderia ser julgado por meros critérios acadêmicos. Uma alma colossal.... que só poderá ser corretamente contemplada a partir de uma perspectiva distante". 
 
  • Coleridge, por exemplo, foi fortemente atraído por Swedenborg e fez elogiosas referências aos seus ensinamentos filosóficos e teológicos. Numa carta escrita em 1820, disse: "Tenho dedicado grande parte de meu escasso tempo, tão limitado pela intensa lida e meu precário estado de saúde, à leitura dos escritos de Swedenborg e, especialmente, do seu livro "Teologia Universal da Nova Igreja" [Verdadeira Religião Cristã]. E não vejo diferenças substanciais entre nossas opiniões e postulados filosóficos". Essa carta está exposta na biblioteca da Swedenborg Society, um documento longo, em entrelinhas estreitas e cobrindo três páginas. Foi publicada, na íntegra, no número de março de 1897, da revista New Church Magazine. Nessa carta são abordadas diversas questões teológicas, entre as quais destacam-se a Trindade e o uso da palavra "pessoa" em referência a ela; questões concernentes ao Credo e à Fé etc.. Referindo-se aos ensinamentos de Swedenborg sobre a doutrina da "fé só", escreve: "Concordo, com todo o meu coração e espírito, com o que ele diz, pois vejo a "fé só" como a abelha-rainha na colmeia do pensamento teológico errôneo".
  • Há várias referências à obra de Swedenborg na obra de Coleridge intitulada Literary Remains. Comentando alguns aspectos do livro Æconomia Regni Animale, escreve: "Não encontrei nos escritos de Lorde Bacon nenhum conceito ou idéia superior às verdades contidas nesta obra; encontrei algumas poucas passagens de igual nível, seja na profundidade de pensamento, seja na riqueza, ou na dignidade ou na felicidade de escolha dos termos". E, concluindo suas observações sobre Swedenborg, Coleridge diz: "Posso afirmar, com convicção, que, como moralista, Swedenborg está acima de todos os louvores; e como naturalista, psicólogo e teólogo, merece as homenagens e a gratidão de todos os estudantes e profissionais do campo da filosofia".

 

Helen Keller

 

  • Helen Keller. A menina que nasceu cega e surda e veio a se tornar na maior conferencista americana, dedicou um livro à profunda influência que recebeu das obras de Swedenborg. No livro, com o sugestivo título de My Religion (traduzido para o espanhol com o título Luz em mi oscuridad) ela conta, de forma muito tocante, como a mensagem dos Escritos teológicos de Swedenborg mudou drasticamente a sua vida, tirando-a de uma outra espécie de treva e trazendo à luz da realidade espiritual. 
 
  • Outro autor americano influenciado por Swedenborg foi Henry James, o pai; em seu livro Substance and Shadow (Substância e Sombra), escreve: "Reconheço em Swedenborg tudo aquilo que, geralmente, tentam negar-lhe, a saber, uma grande sobriedade mental em momentos bem difíceis de sua vida e que acaba por nos deixar convencidos da veracidade de suas palavras... Parece-me que nunca se escreveram antes livros tão sinceros" (p. 103).

Jorge Luis Borges

 
  • Jorge Luis Borges. (-1986). Admirador de Swedenborg, Jorge Luis Borges cita-o em seus escritos, como nos Prólogos. Amigo da Swedenborg Foundation, ele havia-se empenhado em escrever em ensaio a respeito do nobre sueco, e já havia ditado parte desse trabalho à sua secretária, quando faleceu. Mas, em outro trabalho, Testigo del Invisible, Borges testifica da inspiração que recebeu das obras de Swedenborg, mostrando como a visão religiosa dos seus Escritos influencia um poeta e romancista. Em 1970, Borges escreveu um soneto intitulado Emanuel Swedenborg.

 

 

 
  • A idéia de que os escritos de Swedenborg são "difusos e obscuros" é muito comum, mas não compartilhada por todos os que os conhecem. R. A. Vaughan, no seu livro Hours with the Mystics (Horas com os místicos) expressa opinião exatamente contrária a esta. Diz ele: "Os pensamentos de Swedenborg nunca careceu de maiores explicações, como acontece, por exemplo, com o ideário do semi-educado Behmen. A mente do vidente sueco era de uma casta metódica e científica. Seu estilo, calmo e claro... Suas descrições são tão minuciosas quanto as de Defoe. Nada fica envolto em nuvens. ... Ele nunca impressiona, nunca exagera. É impassional e não usa de efeitos. ... Swedenborg nunca se exaspera nem disputa – nada tem daquela veemência lacrimosa e daquela transparente emoção que prejudicam o discurso de Behmen. ... Sempre sereno, esse filósofo imperturbável é o Júpiter olímpico dos místicos. He escreve como alguém que conhecia a si mesmo e que sabia esperar... Explorou profundamente esse veio de misticismo que não se respalda em teorias duvidosas e frágeis como bolhas de sabão" (Vol. II, pág. 279, edição de 1856). "Sua doutrina não se baseia em interpretações arbitrárias ou fantásticas. Seu sistema doutrinal é tirado do sentido literal, e, serenamente exposto por meio de citações, exegese e comparação de passagens, sem qualquer misticismo. Assim, o equilíbrio entre o literal e o espiritual dá à sua teologia uma veracidade que é incomparável na história do misticismo" (Vol. ii, pág. 275).

Fiodor Dostoevsky

 
  • Czeslaw Milosz, escritor lituano que recebeu o Prêmio Nobel de literatura em 1980, em seu livro Emperor of the Earth (University of California Press, 1978) dedica o capítulo 19 desse livro a Fiodor Dostoevsky e à  influência que o famoso escritor russo teria recebido de Swedenborg. Segundo Milosz, a primeira evidência disso é que, na biblioteca de Dostoevsky havia as seguintes obras, em russo: de A. N. Aksakov: O Evangelho de Acordo com Swedenborg: Cinco Capítulos do Evangelho de João com a exposição e a explanação de seu Sentido Espiritual de acordo com o Ensino das Correspondências, publicada em Leipizig, 1864;   O Céu, o Mundo dos Espíritos, e o Inferno, como foram ouvidos e vistos por Swedenborg, tradução por A. N. Aksakov, do latim, publicada em Leipzig, 1863; e O Racionalismo de Swedenborg: Uma Análise Crítica de Seu Ensinamento sobre a Escritura Santa, do mesmo autor, publicada na mesma cidade, em 1870. Fora essa evidência, Milosz observa a influência que a doutrina das obras teológicas de Swedenborg tem nas personalidades e fatos do livro Crime e Castigo, do autor russo, especialmente no que diz respeito ao amor de si e do mundo, como também de alguns diálogos e conceitos emitidos pelos personagens sobre a eternidade etc. Milosz diz, ainda, que, por causa de suas posições religiosas, Dostoevsky foi também considerado "heresiarca" por Anna Akhmatova.

 

 
  • Coventry Patmore foi outro poeta que admitiu publicamente a influência de Swedenborg. Edmund Gosse, em seu livro Life of Patmore, transcreve excertos de uma carta de Patmore, onde se lê textualmente: "Nunca me canso de ler Swedenborg; é incrivelmente profundo e, ao mesmo tempo, simples. Agora mesmo, dei com uma passagem... cuja clarividência da verdade me causa grande admiração. A princípio se nos afigura contundente, mas logo que nos refazemos do choque, percebemos que sua percepção da verdade não tem paralelo na literatura universal" (pág. 192).

 

Honoré de Balzac

 
  • O interesse do francês Honoré de Balzac (1799-1850) pela obra de Swedenborg é bem conhecido e está manifesto em vários de seus livros. Num deles, um dos personagens declara: "Voltei-me para Swedenborg, depois de estudar todas as religiões. Estou convencido da profunda verdade das percepções da Bíblia de meus tempos de juventude, depois de estudar todos os livros publicados na Alemanha, na Inglaterra e na França, durante os últimos sessenta anos. Sem dúvida alguma, Swedenborg é a síntese de todas as religiões, ou melhor, de todas as religiões da humanidade em seus princípios... Embora um tanto difusos e obscuros, em seus livros estão contidos todos os elementos de uma vasta concepção social. Sua teologia é sublime, e sua religião é a única que uma mente superior pode aceitar. Só Swedenborg mostra que o homem é capaz de tocar Deus; ele inspira uma sede de Deus; restaura a majestade de Deus, despindo-o das vestes infantis com que as crenças humanas O sufocaram".
  • Arthur Conan Doyle (o criador de Sherlock Holmes) na sua História do Espiritismo fala assim de Swedenborg: "A verdade é que Swedenborg foi o primeiro e, sob vários aspectos e de modo geral, o maior médium; estava sujeito a erros tanto quanto aos privilégios decorrentes da mediunidade" (obra citada, pág. 37). Comentando esse tipo de enfoque, a Encyclopaedia Britannica discorda de Conan Doyle e observa que a idéia normal de mediunidade contraria tal modo de ver as coisas, uma vez que Swedenborg entrou no mundo dos espíritos a partir do mundo material, enquanto no espiritismo são os espíritos que vêm ao nosso mundo.

Obra de William Blake
"Quando as estrelas juntas cantavam..."

  • O poeta e artista William Blake (1857-1827) afirma no Casamento do Céu e do Inferno que não foi a originalidade das teorias de Swedenborg que se tornou um culto atraente, mas a capacidade de Swedenborg de resumir e popularizar muitas noções místicas paralelas aos cultos cabalísticos herméticos, o que entretanto não nos leva a concluir pela pouca influência de Swedenborg sobre o pensamento de Blake. Corretamente se deve olhar esta apreciação de Blake como excentricidade das tantas em que ela era pródigo, e lembrar o que escreveu William Butler Yeats (1856-1939): "William Blake era um homem clamando por uma mitologia, tentando fazê-la, porque não havia uma ao seu alcance". Já na opinião de James Joyce, a posição de Blake entre os artistas místicos de reunir ao misticismo penetração intelectual se deve à influência que sobre ele teve Swedenborg. Aliás, não se trata unicamente de esoterismo, expondo Joyce: "A influência de Swedenborg, que morreu exilado em Londres quando Blake começava a escrever e desenhar, se adverte na glorificação da humanidade que constitui a marca de toda a obra de Blake". Essa influência está longe de ser caso isolado. Num trabalho que procura orientar o estudo do simbolismo do ponto de vista da literatura comparada, a professora Ana Balakian, da Universidade de New York, escreveu: "Os simbolistas e sua coterie internacional aceitaram uma origem comum na filosofia de Swedenborg, que já havia conseguido se infiltrar em formas artísticas através dos literatos iluminados (literary illuminnists), como Gerar de Nerval, Novalis, Blake e Emerson". Yeats  também falou de Swedenborg na fala proferida quando recebeu o Prêmio Nobel de literatura em 1923. Yeats estudou Swedenborg profundamente e demonstra conhecimento das idéias swedenborguianas em sua poesia e também seu comentário da obra de William Blake
 
  • Foi, em parte, através de Emerson e, em parte, através de James e do Dr. J. J. Garth Wilkinson, tradutor dos escritos filosóficos de Swedenborg para o inglês, que Carlyle tomou conhecimento da obra swedenborguiana. Embora o fato não seja reconhecido, a obra Sartor Resartus, daquele autor, está impregnada de Swedenborg. Certa vez, Emerson enviou para Carlyle um exemplar do livro Observations on the Growth of the Mind (Observações Acerca do Crescimento da Mente), de autoria de Sampson Reed. Acusando o recebimento do livro, o filósofo de Chelsea escreveu: "Esse farmacêutico swedenborguiano, seu amigo, é um devotado pensador, com idéias realmente profundas, que me fazem parar e pensar sobre o tipo de homem que ele é e o que realmente é a filosofia swedenborguiana" (Correspondência de Carlyle com Emerson, volume I, pág. 19). Na mesma época, Carlyle escreveu ao Dr. Wilkinson uma longa carta, na qual diz: "Até aqui, sabia muito pouco a respeito de Swedenborg ou, diria melhor, menos que nada. E tendia a vê-lo como um visionário insano... com quem nada se tinha a aprender. E é assim que, geralmente, julgamos os seres extraordinários. Porém, já fui corrigido. Um livrinho, escrito por um tal Sampson Reed, de Boston, New England, que me foi ofertado por um amigo, ensinou-me que um swedenborguiano é capaz de ter pensamentos da maior profundidade sobre as coisas mais complexas. Em suma, eu não conhecia Swedenborg, mas estou obrigado a conhecê-lo". Muitos anos depois, Carlyle escreveu a uma de suas leitoras desculpando-se pelo fato de haver classificado os swedenborguianos de esotéricos, como os mesmeristas, mágicos, cabalistas etc., no seu ensaio sobre Cagliostro, publicado em 1883, (o ano em que conheceu Emerson). Na carta, Carlyle se arrepende de ter feito tal classificação, explicando que escreveu por ignorância, e apenas "por ter ouvido dizer". E conclui: "Desde então, adquiri algum conhecimento sobre Swedenborg e li vários de seus livros... e tenho refletido sobre sua singular presença no mundo e sobre a mensagem notável que foi enviado a entregar aos de sua época. Um homem de cultura indiscutível, sólido intelecto matemático e piedosíssimo... um belo personagem, amável e, para mim, trágico, porque tem pensamentos que, quando os interpreto por mim mesmo, descubro que pertencem às regiões mais elevadas e perenes do pensamento humano". No Diário de William Allingham há várias referências de suas conversas com Carlyle, Tennyson e o professor A. R. Wallace a respeito de Swedenborg. Na obra, Allingham alude, também, a seus estudos da obra de Swedenborg.

Charles Baudelaire

  • Charles Pierre Baudelaire (1821-1867) tomou conhecimento das obras de Swedenborg por meio de Balzac. Provavelmente, ele possuía um compêndio das doutrinas. Seu conhecimento transparece em seu poema "Correspondências".
  • Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) conheceu as obras de Swedenborg quando ainda era estudante através da senhorita von Klettenber, em Frankfurt. Estudiosos de Goethe acreditam que era familirizado tanto com as obras científicas quanto com as teológicas de Swedenborg.

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  • Ezra Pound (1885-1972) em sua poesia e em sua correspondência demonstra ter tido grande conhecimento da obra do autor sueco.

  • Paul Valéry (1871-1945) interessou-se pela questão da natureza das experiências espirituais de Swedenborg depois de ler a biografia de Martin Lamm, Valéry escreveu um longo ensaio explorando a questão, concluindo que Swedenborg experimentara visões que tinham fonte acima de si próprio, mas tal fenômeno estava envolto em mistério.

 

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