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Ralph Waldo Emerson |
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- Em sua obra Homens Representativos, o
filósofo americano Ralph Waldo
Emerson (1803-1882) traça o caráter
e a contribuição à humanidade dos seguintes vultos: Platão,
Swedenborg, Montaigne, Shakespeare, Napoleão e Goethe. A opinião de
Emerson sobre a obra de Swedenborg é bastante conhecida. Embora
Emerson não tivesse poupado críticas a algumas teorias de
Swedenborg, também foi pródigo em elogios, e descreveu Swedenborg
como "um mastodonte e uma das principais vertentes da
literatura.... que não poderia ser julgado por meros critérios
acadêmicos. Uma alma colossal.... que só poderá ser corretamente
contemplada a partir de uma perspectiva distante".
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- Coleridge,
por exemplo, foi fortemente atraído por Swedenborg e fez elogiosas
referências aos seus ensinamentos filosóficos e teológicos. Numa
carta escrita em 1820, disse: "Tenho dedicado grande parte de meu
escasso tempo, tão limitado pela intensa lida e meu precário estado
de saúde, à leitura dos escritos de Swedenborg e, especialmente, do
seu livro "Teologia Universal da Nova Igreja" [Verdadeira
Religião Cristã]. E não vejo diferenças substanciais entre
nossas opiniões e postulados filosóficos". Essa carta está
exposta na biblioteca da Swedenborg Society, um documento longo, em
entrelinhas estreitas e cobrindo três páginas. Foi publicada, na
íntegra, no número de março de 1897, da revista New Church
Magazine. Nessa carta são abordadas diversas questões
teológicas, entre as quais destacam-se a Trindade e o uso da palavra
"pessoa" em referência a ela; questões concernentes ao
Credo e à Fé etc.. Referindo-se aos ensinamentos de Swedenborg sobre
a doutrina da "fé só", escreve: "Concordo, com todo o
meu coração e espírito, com o que ele diz, pois vejo a "fé
só" como a abelha-rainha na colmeia do pensamento teológico
errôneo".
- Há várias referências à obra de Swedenborg na
obra de Coleridge intitulada Literary Remains. Comentando
alguns aspectos do livro Æconomia Regni Animale, escreve:
"Não encontrei nos escritos de Lorde Bacon nenhum conceito ou
idéia superior às verdades contidas nesta obra; encontrei algumas
poucas passagens de igual nível, seja na profundidade de pensamento,
seja na riqueza, ou na dignidade ou na felicidade de escolha dos
termos". E, concluindo suas observações sobre Swedenborg,
Coleridge diz: "Posso afirmar, com convicção, que, como
moralista, Swedenborg está acima de todos os louvores; e como
naturalista, psicólogo e teólogo, merece as homenagens e a gratidão
de todos os estudantes e profissionais do campo da filosofia".
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Helen Keller
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- Helen Keller. A
menina que nasceu cega e surda e veio a se tornar na maior
conferencista americana, dedicou um livro à profunda influência que
recebeu das obras de Swedenborg. No livro, com o sugestivo título de My
Religion (traduzido para o espanhol com o título Luz em mi
oscuridad) ela conta, de forma muito tocante, como a mensagem dos
Escritos teológicos de Swedenborg mudou drasticamente a sua vida,
tirando-a de uma outra espécie de treva e trazendo à luz da
realidade espiritual.
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- Outro autor americano influenciado por Swedenborg foi
Henry James,
o pai; em seu livro Substance and Shadow (Substância e
Sombra), escreve: "Reconheço em Swedenborg tudo aquilo que,
geralmente, tentam negar-lhe, a saber, uma grande sobriedade mental em
momentos bem difíceis de sua vida e que acaba por nos deixar
convencidos da veracidade de suas palavras... Parece-me que nunca se
escreveram antes livros tão sinceros" (p. 103).
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Jorge Luis Borges |
- Jorge Luis Borges. (-1986).
Admirador de Swedenborg, Jorge Luis Borges cita-o em seus escritos,
como nos Prólogos. Amigo da Swedenborg Foundation, ele havia-se
empenhado em escrever em ensaio a respeito do nobre sueco, e já havia
ditado parte desse trabalho à sua secretária, quando faleceu. Mas,
em outro trabalho, Testigo del Invisible, Borges testifica da
inspiração que recebeu das obras de Swedenborg, mostrando como a
visão religiosa dos seus Escritos influencia um poeta e romancista.
Em 1970, Borges escreveu um soneto intitulado Emanuel Swedenborg.
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- A idéia de que os escritos de Swedenborg são
"difusos e obscuros" é muito comum, mas não compartilhada
por todos os que os conhecem. R.
A. Vaughan, no seu livro Hours with the
Mystics (Horas com os místicos) expressa opinião exatamente
contrária a esta. Diz ele: "Os pensamentos de Swedenborg nunca
careceu de maiores explicações, como acontece, por exemplo, com o
ideário do semi-educado Behmen. A mente do vidente sueco era de uma
casta metódica e científica. Seu estilo, calmo e claro... Suas
descrições são tão minuciosas quanto as de Defoe. Nada fica
envolto em nuvens. ... Ele nunca impressiona, nunca exagera. É
impassional e não usa de efeitos. ... Swedenborg nunca se exaspera
nem disputa – nada tem daquela veemência lacrimosa e daquela
transparente emoção que prejudicam o discurso de Behmen. ... Sempre
sereno, esse filósofo imperturbável é o Júpiter olímpico dos
místicos. He escreve como alguém que conhecia a si mesmo e que sabia
esperar... Explorou profundamente esse veio de misticismo que não se
respalda em teorias duvidosas e frágeis como bolhas de sabão"
(Vol. II, pág. 279, edição de 1856). "Sua
doutrina não se baseia em interpretações arbitrárias ou
fantásticas. Seu sistema doutrinal é tirado do sentido literal, e,
serenamente exposto por meio de citações, exegese e comparação de
passagens, sem qualquer misticismo. Assim, o equilíbrio entre o
literal e o espiritual dá à sua teologia uma veracidade que é
incomparável na história do misticismo" (Vol. ii, pág. 275).
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Fiodor Dostoevsky |
- Czeslaw Milosz, escritor
lituano que recebeu o Prêmio Nobel de literatura em 1980, em seu
livro Emperor of the Earth (University of California Press, 1978)
dedica o capítulo 19 desse livro a Fiodor
Dostoevsky e à influência que o famoso escritor
russo teria recebido de Swedenborg. Segundo Milosz, a primeira
evidência disso é que, na biblioteca de Dostoevsky havia as
seguintes obras, em russo: de A. N. Aksakov: O Evangelho de Acordo
com Swedenborg: Cinco Capítulos do Evangelho de João com a
exposição e a explanação de seu Sentido Espiritual de acordo com o
Ensino das Correspondências, publicada em Leipizig,
1864; O Céu, o Mundo dos Espíritos, e o Inferno, como
foram ouvidos e vistos por Swedenborg, tradução por A. N.
Aksakov, do latim, publicada em Leipzig, 1863; e O Racionalismo de
Swedenborg: Uma Análise Crítica de Seu Ensinamento sobre a Escritura
Santa, do mesmo autor, publicada na mesma cidade, em 1870. Fora
essa evidência, Milosz observa a influência que a doutrina das obras
teológicas de Swedenborg tem nas personalidades e fatos do livro
Crime e Castigo, do autor russo, especialmente no que diz respeito ao
amor de si e do mundo, como também de alguns diálogos e conceitos
emitidos pelos personagens sobre a eternidade etc. Milosz diz, ainda,
que, por causa de suas posições religiosas, Dostoevsky foi também
considerado "heresiarca" por Anna Akhmatova.
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- Coventry Patmore
foi outro poeta que admitiu publicamente a influência de Swedenborg.
Edmund Gosse, em seu livro Life of Patmore, transcreve excertos
de uma carta de Patmore, onde se lê textualmente: "Nunca me
canso de ler Swedenborg; é incrivelmente profundo e, ao mesmo tempo,
simples. Agora mesmo, dei com uma passagem... cuja clarividência da
verdade me causa grande admiração. A princípio se nos afigura
contundente, mas logo que nos refazemos do choque, percebemos que sua
percepção da verdade não tem paralelo na literatura universal"
(pág. 192).
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Honoré de Balzac |
- O interesse do francês Honoré
de Balzac (1799-1850) pela obra de
Swedenborg é bem conhecido e está manifesto em vários de seus
livros. Num deles, um dos personagens declara: "Voltei-me para
Swedenborg, depois de estudar todas as religiões. Estou convencido da
profunda verdade das percepções da Bíblia de meus tempos de
juventude, depois de estudar todos os livros publicados na Alemanha,
na Inglaterra e na França, durante os últimos sessenta anos. Sem
dúvida alguma, Swedenborg é a síntese de todas as religiões, ou
melhor, de todas as religiões da humanidade em seus princípios...
Embora um tanto difusos e obscuros, em seus livros estão contidos
todos os elementos de uma vasta concepção social. Sua teologia é
sublime, e sua religião é a única que uma mente superior pode
aceitar. Só Swedenborg mostra que o homem é capaz de tocar Deus; ele
inspira uma sede de Deus; restaura a majestade de Deus, despindo-o das
vestes infantis com que as crenças humanas O sufocaram".
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- Arthur Conan Doyle (o
criador de Sherlock Holmes) na sua História do Espiritismo fala
assim de Swedenborg: "A verdade é que Swedenborg foi o primeiro
e, sob vários aspectos e de modo geral, o maior médium; estava
sujeito a erros tanto quanto aos privilégios decorrentes da
mediunidade" (obra citada, pág. 37). Comentando esse tipo de
enfoque, a Encyclopaedia Britannica discorda de Conan Doyle e
observa que a idéia normal de mediunidade contraria tal modo de ver
as coisas, uma vez que Swedenborg entrou no mundo dos espíritos a
partir do mundo material, enquanto no espiritismo são os espíritos
que vêm ao nosso mundo.
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Obra de William Blake
"Quando as estrelas juntas
cantavam..."
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- O poeta e artista William
Blake (1857-1827) afirma no Casamento do Céu e do
Inferno que não foi a originalidade das teorias de Swedenborg que
se tornou um culto atraente, mas a capacidade de Swedenborg de resumir
e popularizar muitas noções místicas paralelas aos cultos
cabalísticos herméticos, o que entretanto não nos leva a concluir
pela pouca influência de Swedenborg sobre o pensamento de Blake.
Corretamente se deve olhar esta apreciação de Blake como
excentricidade das tantas em que ela era pródigo, e lembrar o que
escreveu William Butler Yeats (1856-1939):
"William Blake era um homem clamando por uma mitologia, tentando
fazê-la, porque não havia uma ao seu alcance". Já na
opinião de James Joyce, a posição de Blake entre os artistas
místicos de reunir ao misticismo penetração intelectual se deve à
influência que sobre ele teve Swedenborg. Aliás, não se trata
unicamente de esoterismo, expondo Joyce: "A influência de
Swedenborg, que morreu exilado em Londres quando Blake começava a
escrever e desenhar, se adverte na glorificação da humanidade que
constitui a marca de toda a obra de Blake". Essa influência
está longe de ser caso isolado. Num trabalho que procura orientar o
estudo do simbolismo do ponto de vista da literatura comparada, a
professora Ana Balakian, da Universidade de New York, escreveu: "Os
simbolistas e sua coterie internacional aceitaram uma origem
comum na filosofia de Swedenborg, que já havia conseguido se
infiltrar em formas artísticas através dos literatos iluminados (literary
illuminnists), como Gerar de Nerval, Novalis, Blake e
Emerson". Yeats também falou de Swedenborg na fala
proferida quando recebeu o Prêmio Nobel de literatura em 1923. Yeats
estudou Swedenborg profundamente e demonstra conhecimento das idéias
swedenborguianas em sua poesia e também seu comentário da obra de
William Blake
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- Foi, em parte, através de Emerson e, em parte,
através de James e do Dr. J. J. Garth Wilkinson, tradutor dos
escritos filosóficos de Swedenborg para o inglês, que Carlyle
tomou conhecimento da obra swedenborguiana. Embora o fato não seja
reconhecido, a obra Sartor Resartus, daquele autor, está
impregnada de Swedenborg. Certa vez, Emerson enviou para Carlyle um
exemplar do livro Observations on the Growth of the Mind (Observações
Acerca do Crescimento da Mente), de autoria de Sampson Reed.
Acusando o recebimento do livro, o filósofo de Chelsea escreveu:
"Esse farmacêutico swedenborguiano, seu amigo, é um devotado
pensador, com idéias realmente profundas, que me fazem parar e pensar
sobre o tipo de homem que ele é e o que realmente é a filosofia
swedenborguiana" (Correspondência de Carlyle com Emerson,
volume I, pág. 19). Na mesma época, Carlyle escreveu ao Dr.
Wilkinson uma longa carta, na qual diz: "Até aqui, sabia muito
pouco a respeito de Swedenborg ou, diria melhor, menos que nada. E
tendia a vê-lo como um visionário insano... com quem nada se tinha a
aprender. E é assim que, geralmente, julgamos os seres
extraordinários. Porém, já fui corrigido. Um livrinho, escrito por
um tal Sampson Reed, de Boston, New England, que me foi ofertado por
um amigo, ensinou-me que um swedenborguiano é capaz de ter
pensamentos da maior profundidade sobre as coisas mais complexas. Em
suma, eu não conhecia Swedenborg, mas estou obrigado a
conhecê-lo". Muitos anos depois, Carlyle escreveu a uma de suas
leitoras desculpando-se pelo fato de haver classificado os
swedenborguianos de esotéricos, como os mesmeristas, mágicos,
cabalistas etc., no seu ensaio sobre Cagliostro, publicado em
1883, (o ano em que conheceu Emerson). Na carta, Carlyle se arrepende
de ter feito tal classificação, explicando que escreveu por
ignorância, e apenas "por ter ouvido dizer". E conclui:
"Desde então, adquiri algum conhecimento sobre Swedenborg e li
vários de seus livros... e tenho refletido sobre sua singular
presença no mundo e sobre a mensagem notável que foi enviado a
entregar aos de sua época. Um homem de cultura indiscutível, sólido
intelecto matemático e piedosíssimo... um belo personagem, amável
e, para mim, trágico, porque tem pensamentos que, quando os
interpreto por mim mesmo, descubro que pertencem às regiões mais
elevadas e perenes do pensamento humano". No Diário de
William Allingham há várias referências de suas conversas com
Carlyle, Tennyson e o professor A. R. Wallace a respeito de
Swedenborg. Na obra, Allingham alude, também, a seus estudos da obra
de Swedenborg.
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Charles Baudelaire
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- Charles Pierre Baudelaire
(1821-1867) tomou conhecimento das obras de Swedenborg por meio de
Balzac. Provavelmente, ele possuía um compêndio das doutrinas. Seu
conhecimento transparece em seu poema "Correspondências".
- Johann Wolfgang von
Goethe (1749-1832) conheceu as obras de Swedenborg quando
ainda era estudante através da senhorita von Klettenber, em Frankfurt.
Estudiosos de Goethe acreditam que era familirizado tanto com as obras
científicas quanto com as teológicas de Swedenborg.
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-
Ezra Pound (1885-1972)
em sua poesia e em sua correspondência demonstra ter tido grande
conhecimento da obra do autor sueco.
-
Paul Valéry
(1871-1945) interessou-se pela questão da natureza das experiências
espirituais de Swedenborg depois de ler a biografia de Martin Lamm,
Valéry escreveu um longo ensaio explorando a questão, concluindo que
Swedenborg experimentara visões que tinham fonte acima de si
próprio, mas tal fenômeno estava envolto em mistério.
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